A ópera Norma é uma tragédia que conta a história da auto-sacerdotisa dos druídas, Norma, que mantém uma relação proibida com o oficial romano Pollione, com quem tem dois filhos. Tem como cenário o território de Gália durante a ocupação romana, cerca de 50 anos antes de Cristo. Pollione apaixona-se pela jovem sacerdotisa Adalgisa e, quando esse amor é descoberto, Norma tenta matar seus filhos para se vingar. Não encontrando coragem para fazê-lo, entrega-os a seu pai, Oroveso, e confessa publicamente seu crime, pelo qual é condenada à morte em uma fogueira.
Embora seja uma tragédia, a encenação, com um ambiente muito bem construído, que em alguns momentos realmente parece que os atores estão em uma floresta, adota as vezes algo que remete a um comédia, com o Pollione, sendo o tipo clássico que se apaixona por uma ilusão e quando algo disso varia, ou ele não consegue realizar as suas próprias expectativas, busca por uma saída fácil ou outro amor. A Adalgisa, mesmo correndo o risco de cair no senso comum, é a menina ingênua, que acredita em todas as promessas do seu amado.
É realmente interessante perceber o papel da Norma na sociedade, de como o papel de chefe é dela, mesmo tendo uma força expressiva dos homens, quando ela diz não, é realmente não.A obra de Bellini, remete a uma força e uma energia muito grande, as vozes dos autores reforçam o contexto, levando o espectador a usufruir da peça como se estivesse vivendo junto com eles, sentindo apreensão na hora que Norma tenta matar os filhos, e de certa forma na minha opinião sentindo se um pouco chateado com final super clichê, em que Pollione resolve que realmente amava ela, e as pessoas a condenando a fogueira.



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