domingo, 9 de julho de 2017

Evento cultural Junho -


 

No mês de junho, me propus a sair das galerias e perceber o espaço em que costumo passar, tendo um foco principalmente nos grafites e nas pichações,  procurei relacionar o que estava ali, com o contexto do caminho, da sociedade, da época, do Brasil. Essa ideia foi motivada pela guerra travada em São Paulo entre os grafiteiros e o poder público, pelo direito de fazer a sua arte. Pensei no que era arte e o que não era e cheguei a conclusão de que eu não tinha direito de limitar o que era arte e o que não era. Passando por imagens bem diferentes umas das outras, pude perceber que os grafiteiros assim como qualquer artista plástico expõe a sua obra lá para ser apreciada, gerar comoção, pedir para que o observador pare e reflita o que está acontecendo. No fim, muda-se o público, muda-se o espaço, a convicção e a ideia de mostrar a que veio continua.

Em uma terra de ninguém essas figuras são exemplos de cotra cultura, mostrando as pessoas a relação delas com o espaço, o que elas representam ali, e o que é de fato importante para eles.




 














vídeo performance

Vídeo intervanção

Proposta da intervenção

Analisando as características do local escolhido, o grupo optou por tentar construir uma atmosfera íntima no espaço, trabalhando com jogos de luz e sombra. A ideia da intimidade foi tomada por conta da forma como a escada e o paredão criam um ambiente reservado mesmo sendo um espaço público aberto.
Para construir a ideia de intimidade no local, buscamos remontar uma atmosfera íntima para todas as pessoas, independente das características únicas de cada uma delas. Para tal, nós procuramos trabalhar com a ideia de sonhos, afinal eles são momentos em que a pessoa estabelece uma intimidade consigo mesma e acontece com todos.
Sendo assim, a ideia de criar um ambiente onirico foi o que norteou a intervenção.
Um outro aspecto que buscamos trabalhar, foi o fato de aquele não ser um espaço comum para a passagem, logo queríamos chamar atenção das pessoas para aquele local, apresentando os conceitos que já citamos antes.

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Caderno objeto interativo

Fotos





Para a impressão foi utilizado duas folhas diferentes, uma para o caderno em si, e outra para os dados de como fazer o circuito e como montar o caderno, essa ultima parte foi impressa em papel vegetal e dobrada como se fosse um dado anexado que a pessoa pega quando for necessitar dele.

Pdf para impressão, Caderno parte externa
Pdf para impressão, parte interna, imprimir em papel vegetal



Roteiro para entrevistas em Diamantina

Com o propósito de conhecermos mais o local, e como os transeuntes, moradores, e lojistas lidavam com ele montamos  um questionário, que foi adaptado a partir das respostas, obtidas, partindo do princípio, de que as pessoas deveriam apenas serem orientadas, não induzidas para fornecer as  respostas que esperavam que nós quiséssemos. 


  1. Você mora em Diamantina? Há quanto tempo
  2. Como era esse lugar quando você se mudou para a cidade?
  3. Você sabe alguma coisa a respeito da história dele? Te traz alguma recordação?
  4. Você passa por aqui sempre?
  5. Porque optou pela rampa / escada ao invés de escada/ rampa?
  6. Você acha que esse parede interfere no espaço? De que maneira
  7. Você sabe dizer por que interrompeu a passagem de carros na rua?
  8. Você costuma usar aqui ou é apenas de passagem?
  9.  Qual sensação o ambiente te passa?
  10. Quais são os atrativos do espaço? Existe algum?


Parte voltada para mais para os moradores
  1. Qual a sua relação com o seu vizinho?
  2. Qual a sua história com esse local?
  3. As pessoas costumam passar muito por aqui?
  4. Como o espaço é utilizado por vocês? E pelas pessoas que passam?
  5. Vocês utilizam essa área semi-fechada para algum evento privado?
  6. Há alguma característica expressiva nas pessoas que passam por aqui?

domingo, 18 de junho de 2017

Evento cultural Abril IV - Norma

No dia 27 de abril, fomos eu  e os alunos Lucas Lima e Gustavo Jun, assistir uma apresentação da ópera Norma de Vicenzo Bellini no Palácio das Artes as 20hs.


A ópera Norma é uma tragédia que conta a história da auto-sacerdotisa dos druídas, Norma, que mantém uma relação proibida com o oficial romano Pollione, com quem tem dois filhos. Tem como cenário o território de Gália durante a ocupação romana, cerca de 50 anos antes de Cristo. Pollione apaixona-se pela jovem sacerdotisa Adalgisa e, quando esse amor é descoberto, Norma tenta matar seus filhos para se vingar. Não encontrando coragem para fazê-lo, entrega-os a seu pai, Oroveso, e confessa publicamente seu crime, pelo qual é condenada à morte em uma fogueira.

Embora seja uma tragédia, a encenação, com um ambiente muito bem construído, que em alguns momentos realmente parece que os atores estão em uma floresta, adota as vezes algo que remete a um comédia, com o Pollione, sendo o tipo clássico que se apaixona por uma ilusão e quando algo disso varia, ou ele não consegue realizar as suas próprias expectativas, busca por uma saída fácil ou outro amor. A Adalgisa, mesmo correndo o risco de cair no senso comum, é a menina  ingênua, que acredita em todas as promessas do seu amado.

É realmente interessante perceber o papel da Norma na sociedade, de como o papel de chefe é dela, mesmo tendo uma força expressiva dos homens, quando ela diz não, é realmente não.

A obra de Bellini, remete a uma força e uma energia muito grande, as vozes dos autores reforçam o contexto, levando o espectador a usufruir da peça como se estivesse vivendo junto com eles, sentindo apreensão na hora que Norma tenta matar os filhos, e de certa forma na minha opinião sentindo se um pouco chateado com final super clichê, em que Pollione resolve que realmente amava ela, e as pessoas a condenando a fogueira.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estratégias de apropriação do espaço com o corpo

     A apropriação do espaço é algo inerente ao ser humano, apropriamo-nos do espaço em todos os momentos, seja nas casas utilizando um espaço que entra como privado e por não ter tanta interação com o externo acaba proporcionando uma liberdade maior, seja nas ruas compartilhando o espaço comum.


PARKOUR
Resultado de imagem para parkour  Desenvolvido como técnica de treinamento militar que permite ao indivíduo ultrapassar de forma rápida, eficiente e segura quaisquer obstáculo, lidando com a incessante busca pelo desenvolvimento da autonomia do corpo e da mente. O parkour se tornou uma forma de usar o espaço acessível a todas as idades - preservando as limitações de cada corpo -. Unido com acrobacias e movimentos de dança, escalada, saltos a  atividade se tornou uma forma de usar o espaço como o todo, visualizando ele de outra forma e aumentando as possibilidades de uso dele, já que é possível enxergar os obstáculos como mais que um obstáculo, uma possibilidade de interação e um recurso para o fim.


DERIVA

Resultado de imagem para Pessoa andando
A deriva é uma forma de estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos.  É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita. A favor do conhecimento liberado da rotina involuntária e das influências impostas pela “indução” e pelo “comportamento”, a Deriva se destina a superar a visão do território como terreno de atividades massificadas e previsíveis, a estimular a participação dos seres humanos enquanto personagens vivedores e não simples atores figurantes. 

FLANEUR
  O flâneur é um observador que caminha tranquilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem, que busca uma nova percepção da cidade. E para situar essa figura no tempo, é preciso entendê-lo, antes de tudo, como uma figura nascida da modernidade. A flânerie conseguiu solidificar-se como a experiência própria daquele que gostava de perambular pelas ruas pelo simples prazer de observar ao seu redor, que não devia satisfação ao tempo e tinha a rua como matéria prima e fonte de inspiração.

ROLEZINHO
Significa "fazer um pequeno passeio" ou "dar uma volta" é um termo é utilizado para definir um tipo de Flash mob ou coordenação de encontros simultâneos de centenas de pessoas em locais como praças, parques públicos e shopping centers, e expressa a prática de passear pela cidade, divertir-se. Como normalmente os grupos são caracterizados por jovens da periferia, o que provoca grande discriminação em relação ao movimento,  a dinâmica acaba perdendo um pouco de espaço e termina tendo um caráter negativa em algo que pode ser interação quando se fala sobre o uso do espaço.

FLASH MOB
são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. Geralmente utilizadas em apresentações, homenagens, consiste normalmente em pessoas dançando e cantando com algum proposito. É bem relevante como apropriação do espaço, pois torna se algo bem visível devido a quantidade de pessoas envolvidas e é uma forma de levar as pessoas para a rua e faze-las se apropriar dessa.

SKATEBOARDING

Os praticantes de Skateboarding, assim como os de Parkour, utilizam os obstáculos presentes no ambiente. É muito comum ver pessoas praticando-a em praças ou até mesmo nas calçadas. Esse é praticado em espaços urbanos diversos por grupos de adeptos á esse esporte e envolve a realização diária de processos criativos que resultam em competições e em evolução em relação à execução técnica e à participação dessa atividade nas cidades.



Evento Cultural Maio III - Atenas

Exposição Atenas e sua Acrópole no hall do prédio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte dia 30/05

A divulgação da exposição é feita pela internet e por um banner fixado na faixada do prédio, o espaço no entorno é tão homogêneo que essa propaganda não consegue se destacar, reduzindo o fluxo que sabe dessa exposição.


Imagem relacionada
A fachado do prédio da prefeitura, remete a arquitetura um pouco a arquitetura Romana, com colunas grandes e grossas, daquelas que são encontradas principalmente da história da arquitetura pré gótica, dando uma sensação de peço muito forte para a área, fazendo uma referência ao fórum romano. 

Resultado de imagem para prédio da prefeitura de belo horizonte
Na faixada a um elemento que me incomoda de certa forma, o apoio das colunas é feito por pessoas, que parecem estar muito tranquilas ali apoiando e servindo de modelo, contudo ela permite uma dupla leitura que de certa forma precisa ser analisada, pois ela também remete as pessoas como sustentáculo das cidade, e na posição em que se encontrão subjugada por ela.


 
O hall do edifício tem paginação Art-decó, e ele é absolutamente e profundamente, branco e reflexivo, não realçando as esculturas que também são brancas e dando a impressão de que essa exposição poderia se muito melhor, em um ambiente que não fosse tão de certa forma massivo e uniforme. Como hall é muito bonito, mas ele não convida  a essa exposição em especial, posto que é criado algo absolutamente constante, em forma, em cor e em espaço, não acrescentando muita coisa.





A amostra consta com 13 réplicas de esculturas gregas. Muitas dessas réplicas são obras mais primárias, para a cultura grega. Observando que algumas peças são apenas de bustos,  de pedaços de corpos, e frisos.



 O nome da exposição induz o visitante a esperar mais. A ausência de esculturas do auge da cultura grega, com a regra de ouro, a fluidez do material e a não presença de esculturas que levam o observador a imaginar o que vai acontecer depois, retratando o momento, influência que a amostra não seja tão interessante, do ponto de vista meramente estético. 



Entretanto, essa falta auxilia a população a população a conhecer um pouco mais de obras que de outra forma talvez não fossem conhecidas.


 São apresentadas estátuas como a representação de uma kore, representação de mulheres, em que pode se perceber a preocupação com a forma, a imagem, a roupa com babados e uma semitransparência, o cabelo. Demonstrando a preocupação com a imagem e o movimento.

Há também imagens de cobras, cavalos, frisos representando um festival, com danças em homenagem a divindades.