sábado, 27 de maio de 2017

Evento cultural março II - Los carpinteros

Exposição los carpinteros: objeto vital 
CCBB

No dia 30 de março de 2017, fui na exposição de los carpinteros sediada no CCBB, a exposição foi composta por obras feitas ao longo dos anos, a partir de 1992. O coletivo composto pelos cubanos Dagoberto Rodríguez, Marco Castillho e Alexandre Jesús Arrechea Zambrano, 
As peças tem uma pegada mais voltada para arte contemporânea com uma pegada mais social, critica, com um olhar mais descuidado, lembrando varias vezes e por ter algumas peças em madeira o próprio ofício dos carpinteiros













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domingo, 7 de maio de 2017

Progresso do objeto interativo II







A ideia desse segundo objeto interativo surgiu a partir da síntese de um sistema nervoso, eu queria que fosse algo mais voltado para o lado sensitivo e de como a interação ocorre entre seres vivos, para isso usei como exemplo o sistema nervoso de uma água viva que mesmo sendo primária já responde ao que eu estava procurando






O primeiro protótipo foi feito tendo como base o movimento fluído da água viva, com um tecido que fosse elástico e mantivesse um certo mistério do que tem dentro e ao mesmo tempo possibilitasse imitar o movimento de algo, como se o tecido pudesse dançar dependendo do toque da pessoa. Nesse primeiro momento não usei eletrônica.
Foi proposta para mim que eu ampliasse o uso do objeto para que mais pessoas pudessem usa-lo ao mesmo tempo.
 

Dessa forma fui para o protótipo dois com a inserção da parte eletrônica, para isso fiz duas espécies de luvas cada uma com um metro, para que duas pessoas pudessem colocar os braços ao mesmo tempo em uma luva e pudessem ter uma sensação maior com a parte da eletrônica, que até o momento eu pensei estar sensitiva

Com a apresentação e a critica percebi que o objeto estáva limitado e que alguns componentes que pensei em colocar não são os mais indicados para o tipo de interação que estou propondo, por isso necessito repensar eles. Outro ponto foi que o objeto ficou muito limitado a função de luva e eu posso deixar isso mais aberto, entretanto isso me deixa um tanto desconfortável por não saber se as pessoas usariam o objeto com a mesma tranquilidade se fosse em outras partes de seus corpos. Para resolver pensei em colocar um tecido que fosse mais elástico permitindo que a pessoa inserisse os dois braços por uma mesma abertura ou uma perna e um braço, ou a cabeça, pensei em aumentar a largura do tecido, entretanto se fizesse isso o limitaria a ser usado apenas com vários membros e ele perderia um pouco do pragmático.

Como componentes eletrônicos a serem utilizados, vou usar o vibracall, e estou cogitando usar o led, os demais ainda estão em faze de pesquisa.

Analise sobre a pergunta do grupo para o seminário de design de interação

A interação objeto-pessoa pode não ser considerada um obstáculo, assim como o objeto intermediando a interação pessoa-pessoa?

O objeto que intermedia a interação pessoa-pessoa tende a ser mais progmático, solucionando algum problema e diminuindo a distância entre essas. A interação objeto-pessoa pode ser um tanto quanto mais limitada, finalística, entretanto nada impede que essa também possa ser usada para retirar um obstáculo contudo, nessa situação corre se o risco de que o enlace que envolve pessoa e objeto seja fraco e o usuário perca o interesse ou apenas o use quando preciso. Também pode acontecer de o objeto mesmo que limitado a uma pré-configuração possa oferecer mais de um uso, como é o caso ( citado em sala) de uma cadeira que quando se olha para ela o uso é intuitivamente de sentar, mas também pode ser utilizada como escada, apoio, etc. Ainda assim, tem se como exemplo os celulares que surgiram para solucionar os problemas de comunicação, facilitando esse acesso, e agora servem como muletas da sociedade e no casa de uma interação que deveria se dar cara a cara com pessoas acaba se tornando restrita pois o aparelho se transforma em um ruído na comunicação e um fator distrator.


Seminário de Design de Interação 27/04

Sandbox - Rafael Lozano Hemmer 
Praia de Santa Mônica, Califórnia, EUA.
Fonte: http://www.lozano-hemmer.com/showimage.php?
img=santamonica_2010&proj=235&type=artwork&id=25

A "obra" acontece em dois momentos que sozinhos dariam a ideia de dois quadros brancos mas, no conjunto aumentam as possibilidades de interação. O fato de que a imagem criada em cima de uma caixa de areia é reproduzida em uma grande extensão da praia faz com que as pessoas tenham vontade de testar algumas combinações entretanto, deixa de ser interessante depois de certo tempo por acabar caindo dentro de uma lógica previsível.  Essa situação é amenizada pela possibilidade de se interagir com outra pessoa, posto que o objeto deixa de ser apenas um objeto e permite que pessoas conhecidas ou não interajam entre si, com o objeto, por isso acaba se tornando flexível com algumas delimitações por conta do espaço em que está inserido
   

WZ Hotel - Guto Requena

O estúdio Guto Requena recriou a fachada do Hotel WZ Hotel Jardins em São Paulo, a fachada apresenta uma fachada que simula uma interatividade com o pedestre, a poluição atmosférica e transito local.  Durante a parte do dia essa fachada apresenta uma coloração um tanto quanto não agradável pelos tons misturados, que não dão uma imagem muito interessante do local. Na parte da noite ele se transforma em um abajur gigante e as cores começam a variar de acordo com a circulação de veículos, o ar e o pedestre ( se esse souber que o hotel apresenta esse tipo de interação e se tiver de posse de um celular com internet para baixar o aplicativo necessário).  Essa é uma obra que poderia até ser interessante contudo, a presença de uma dependência da tecnologia e apenas a interface levemente interativa não deixam que isso aconteça.
A prefiguração não existiu, e essa fachada não resolve problema nenhum, por que mesmo que a parte da poluição atmosférica seja interessante, não existe um calculo para saber quão ruim está e eu tenho a impressão de que sabendo como funciona a coloração dessas placas e elas estando com tons mais avermelhados, nenhuma pessoa em sã consciência quereria se hospedar aí.