No mês de junho, me propus a sair das galerias e perceber o espaço em que costumo passar, tendo um foco principalmente nos grafites e nas pichações, procurei relacionar o que estava ali, com o contexto do caminho, da sociedade, da época, do Brasil. Essa ideia foi motivada pela guerra travada em São Paulo entre os grafiteiros e o poder público, pelo direito de fazer a sua arte. Pensei no que era arte e o que não era e cheguei a conclusão de que eu não tinha direito de limitar o que era arte e o que não era. Passando por imagens bem diferentes umas das outras, pude perceber que os grafiteiros assim como qualquer artista plástico expõe a sua obra lá para ser apreciada, gerar comoção, pedir para que o observador pare e reflita o que está acontecendo. No fim, muda-se o público, muda-se o espaço, a convicção e a ideia de mostrar a que veio continua.Em uma terra de ninguém essas figuras são exemplos de cotra cultura, mostrando as pessoas a relação delas com o espaço, o que elas representam ali, e o que é de fato importante para eles.


















