domingo, 18 de junho de 2017

Evento cultural Abril IV - Norma

No dia 27 de abril, fomos eu  e os alunos Lucas Lima e Gustavo Jun, assistir uma apresentação da ópera Norma de Vicenzo Bellini no Palácio das Artes as 20hs.


A ópera Norma é uma tragédia que conta a história da auto-sacerdotisa dos druídas, Norma, que mantém uma relação proibida com o oficial romano Pollione, com quem tem dois filhos. Tem como cenário o território de Gália durante a ocupação romana, cerca de 50 anos antes de Cristo. Pollione apaixona-se pela jovem sacerdotisa Adalgisa e, quando esse amor é descoberto, Norma tenta matar seus filhos para se vingar. Não encontrando coragem para fazê-lo, entrega-os a seu pai, Oroveso, e confessa publicamente seu crime, pelo qual é condenada à morte em uma fogueira.

Embora seja uma tragédia, a encenação, com um ambiente muito bem construído, que em alguns momentos realmente parece que os atores estão em uma floresta, adota as vezes algo que remete a um comédia, com o Pollione, sendo o tipo clássico que se apaixona por uma ilusão e quando algo disso varia, ou ele não consegue realizar as suas próprias expectativas, busca por uma saída fácil ou outro amor. A Adalgisa, mesmo correndo o risco de cair no senso comum, é a menina  ingênua, que acredita em todas as promessas do seu amado.

É realmente interessante perceber o papel da Norma na sociedade, de como o papel de chefe é dela, mesmo tendo uma força expressiva dos homens, quando ela diz não, é realmente não.

A obra de Bellini, remete a uma força e uma energia muito grande, as vozes dos autores reforçam o contexto, levando o espectador a usufruir da peça como se estivesse vivendo junto com eles, sentindo apreensão na hora que Norma tenta matar os filhos, e de certa forma na minha opinião sentindo se um pouco chateado com final super clichê, em que Pollione resolve que realmente amava ela, e as pessoas a condenando a fogueira.




quinta-feira, 1 de junho de 2017

Estratégias de apropriação do espaço com o corpo

     A apropriação do espaço é algo inerente ao ser humano, apropriamo-nos do espaço em todos os momentos, seja nas casas utilizando um espaço que entra como privado e por não ter tanta interação com o externo acaba proporcionando uma liberdade maior, seja nas ruas compartilhando o espaço comum.


PARKOUR
Resultado de imagem para parkour  Desenvolvido como técnica de treinamento militar que permite ao indivíduo ultrapassar de forma rápida, eficiente e segura quaisquer obstáculo, lidando com a incessante busca pelo desenvolvimento da autonomia do corpo e da mente. O parkour se tornou uma forma de usar o espaço acessível a todas as idades - preservando as limitações de cada corpo -. Unido com acrobacias e movimentos de dança, escalada, saltos a  atividade se tornou uma forma de usar o espaço como o todo, visualizando ele de outra forma e aumentando as possibilidades de uso dele, já que é possível enxergar os obstáculos como mais que um obstáculo, uma possibilidade de interação e um recurso para o fim.


DERIVA

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A deriva é uma forma de estudar as ações do ambiente urbano nas condições psíquicas e emocionais das pessoas. Partindo de um lugar qualquer e comum à pessoa que se lança à deriva deve rumar deixando que o meio urbano crie seus próprios caminhos.  É pensar por que motivo dobramos à direita e não seguimos retos, por que paramos em tal praça e não em outra, quais as condições que nos levaram a descansar na margem esquerda e não na direita. A favor do conhecimento liberado da rotina involuntária e das influências impostas pela “indução” e pelo “comportamento”, a Deriva se destina a superar a visão do território como terreno de atividades massificadas e previsíveis, a estimular a participação dos seres humanos enquanto personagens vivedores e não simples atores figurantes. 

FLANEUR
  O flâneur é um observador que caminha tranquilamente pelas ruas, apreendendo cada detalhe, sem ser notado, sem se inserir na paisagem, que busca uma nova percepção da cidade. E para situar essa figura no tempo, é preciso entendê-lo, antes de tudo, como uma figura nascida da modernidade. A flânerie conseguiu solidificar-se como a experiência própria daquele que gostava de perambular pelas ruas pelo simples prazer de observar ao seu redor, que não devia satisfação ao tempo e tinha a rua como matéria prima e fonte de inspiração.

ROLEZINHO
Significa "fazer um pequeno passeio" ou "dar uma volta" é um termo é utilizado para definir um tipo de Flash mob ou coordenação de encontros simultâneos de centenas de pessoas em locais como praças, parques públicos e shopping centers, e expressa a prática de passear pela cidade, divertir-se. Como normalmente os grupos são caracterizados por jovens da periferia, o que provoca grande discriminação em relação ao movimento,  a dinâmica acaba perdendo um pouco de espaço e termina tendo um caráter negativa em algo que pode ser interação quando se fala sobre o uso do espaço.

FLASH MOB
são aglomerações instantâneas de pessoas em certo lugar para realizar determinada ação inusitada previamente combinada, estas se dispersando tão rapidamente quanto se reuniram. Geralmente utilizadas em apresentações, homenagens, consiste normalmente em pessoas dançando e cantando com algum proposito. É bem relevante como apropriação do espaço, pois torna se algo bem visível devido a quantidade de pessoas envolvidas e é uma forma de levar as pessoas para a rua e faze-las se apropriar dessa.

SKATEBOARDING

Os praticantes de Skateboarding, assim como os de Parkour, utilizam os obstáculos presentes no ambiente. É muito comum ver pessoas praticando-a em praças ou até mesmo nas calçadas. Esse é praticado em espaços urbanos diversos por grupos de adeptos á esse esporte e envolve a realização diária de processos criativos que resultam em competições e em evolução em relação à execução técnica e à participação dessa atividade nas cidades.



Evento Cultural Maio III - Atenas

Exposição Atenas e sua Acrópole no hall do prédio da Prefeitura Municipal de Belo Horizonte dia 30/05

A divulgação da exposição é feita pela internet e por um banner fixado na faixada do prédio, o espaço no entorno é tão homogêneo que essa propaganda não consegue se destacar, reduzindo o fluxo que sabe dessa exposição.


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A fachado do prédio da prefeitura, remete a arquitetura um pouco a arquitetura Romana, com colunas grandes e grossas, daquelas que são encontradas principalmente da história da arquitetura pré gótica, dando uma sensação de peço muito forte para a área, fazendo uma referência ao fórum romano. 

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Na faixada a um elemento que me incomoda de certa forma, o apoio das colunas é feito por pessoas, que parecem estar muito tranquilas ali apoiando e servindo de modelo, contudo ela permite uma dupla leitura que de certa forma precisa ser analisada, pois ela também remete as pessoas como sustentáculo das cidade, e na posição em que se encontrão subjugada por ela.


 
O hall do edifício tem paginação Art-decó, e ele é absolutamente e profundamente, branco e reflexivo, não realçando as esculturas que também são brancas e dando a impressão de que essa exposição poderia se muito melhor, em um ambiente que não fosse tão de certa forma massivo e uniforme. Como hall é muito bonito, mas ele não convida  a essa exposição em especial, posto que é criado algo absolutamente constante, em forma, em cor e em espaço, não acrescentando muita coisa.





A amostra consta com 13 réplicas de esculturas gregas. Muitas dessas réplicas são obras mais primárias, para a cultura grega. Observando que algumas peças são apenas de bustos,  de pedaços de corpos, e frisos.



 O nome da exposição induz o visitante a esperar mais. A ausência de esculturas do auge da cultura grega, com a regra de ouro, a fluidez do material e a não presença de esculturas que levam o observador a imaginar o que vai acontecer depois, retratando o momento, influência que a amostra não seja tão interessante, do ponto de vista meramente estético. 



Entretanto, essa falta auxilia a população a população a conhecer um pouco mais de obras que de outra forma talvez não fossem conhecidas.


 São apresentadas estátuas como a representação de uma kore, representação de mulheres, em que pode se perceber a preocupação com a forma, a imagem, a roupa com babados e uma semitransparência, o cabelo. Demonstrando a preocupação com a imagem e o movimento.

Há também imagens de cobras, cavalos, frisos representando um festival, com danças em homenagem a divindades.

Evento Cultural Maio II - Babel

No dia 30 de maio fui ao Palácio das Artes ver a exposição Babel de Miguel Contijo.
A amostra traz obras bem emblemáticas, criando composições que instigam, incomodam e pedem uma reflexão do que é arte e de como ela é superfaturada em alguns contextos, com uma exposição profunda o autor leva o visitante e pensar de outra maneira, buscando uma relação com o que está ali exposto com o poder de compra, com as relações impostas pelas imagens, como as pessoas percebem o mundo através da imagem, e como ela pode alterar a forma de existir no espaço.
Com uma critica, exposta ele critica as relações de convivência, as relações de luxo, o uso do material, a rotina da existência. Misturando imagens de personagens, com frases, e em locais desconexos, a obra permite que o observador faça uma leitura diferente do que antes seria apenas observação.