
No dia 1° de abril fui a exposição Malungo irmãos de barco na funarte, com obras de Orlando Santos Ferreira e Paulo Nazareth a intenção da amostra é promover um diálogo entre as produções artísticas do mestre e do aluno, fazendo com que possa ser observado um experimento sensível das múltiplas relações entre arte contemporânea e a arte popular.
A exposição consta com esculturas feitas a partir de madeira, pedra sabão, ossos, metal, além de uma série de vídeos e fotos. Ademais o público pode participar de um ateliê dentro da própria exposição, o que a leva a ser mais interativa, já que ela não é estatística e pode se reconfigurar a partir de uma percepção diferente do público que pode entender um pouco do ofício.
Com uma amostra que em alguns momentos pode repelir o público, pela profundidade do que está ali, parecendo em alguns momentos que a exposição é desconexa, ela procura trazer a experiência de mestre orlando com as carrancas (elas sintetizam dois vetores, se por um lado há um espírito guardião para o devir-barco, por outro elas procuram mostrar os fortes contornos de lutas sociais e resistências políticas). Demonstram a relação entre o mundo e a visualização dele por meio da arte.



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